Uma garota, um caderno.

Archive for fevereiro 2013

Aviso!

Posted on: 25/02/2013

Oi amores!

Sei que tenho estado muito ausente nessas duas ultimas semanas, mas devido a alguns problemas técnicos não estou conseguindo postar.

Espero conseguir resolver isso logo, já que estou morrendo de saudades de ficar por aqui com vocês, mas ainda não tenho um  prazo definido.

Fiquem ligados que qualquer novidade eu divulgo no Twitter!

E assim que voltar, prometo que teremos muitas novidades!

Um beijo!

 

Eu não sei vocês, mas a maioria das minhas lembranças com fogos de artificio são boas. Aquelas viradas de ano que acabaram me marcando mais que o ano todo, aquele momento de comemoração com a familia… O que estou tentando explicar é que fogos de artificio estão sempre ligados a momentos bons. Momentos de comemoração. De esperança. De felicidade.

E são as luzes que acabam ficando na minha memória. Elas que fazem o momento mais especial ainda do que já é.

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Lembra o Top 5, gente? Então, o primeiro Top 5 era intitulado “Sessão Pipoca”, mas acabei esquecendo completamente o titulo e chamando de Top 5 mesmo. Mas, agora voltei para o titulo original que soa muito mais divertido, né gente?

Bom, mas voltando aos filmes, fazia algum tempo que eu não assistia filmes de animação, e estava com saudades. Estava lendo dia desses a lista de indicados ao Oscar 2013 e a lista de animações me surpreendeu um pouco: Valente, Detona Ralph, Piratas Pirados, ParaNorman e Frankenweenie. Um detalhe é que três das animações concorrentes são feitas em stop-montion, o que não tem sido muito comum ultimamente.

Então, acabei matando as saudades e fazendo essa sessão pipoca especial para vocês:

1 – Valente.

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A animação da Disney com a  Pixar conta a história da rebelde princesa Merida que é obrigada por sua mãe a aprender como uma verdadeira princesa deve agir, pensar, falar e blablablá  Só que as coisas ficam bem piores quando sua mãe a obriga a se casar com um dos filhos das famílias parceiras do Rei.

Ruiva, escocesa, feminista, rebelde e corajosa. Ok, como não amar Merida? Ela acabou se tornando minha princesa preferida (logo ao lado da Mulan) por ser completamente o oposto do que se espera de uma princesa. É corajosa, honesta, desleixada e completamente ela mesma.

2 – Frankenweenie.

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Mais um filme Disney só que dessa vez com Tim Burton. Victor é um mini cineasta que adora criar filmes caseiros de terror, com seu cachorro Sparky como ator principal. (Isso te lembra alguém?) Mas, Sparky morre atropelado e inspirado por uma aula de ciências, Victor resolve trazer seu cachorrinho de volta a vida.

Estava com um pouco de receio de assistir ao filme graças ao fracasso que foi Sombras da Noite, mas stop montion e Tim Burton sempre deram certo juntos. O filme é completamente em preto e branco o que dá um ar mais caseiro ao filme que é muito fofo! Ok, o filme é sobre cachorro então eu sou suspeita para falar porque me derreto por eles, mas ele é muito bom. Você vai encontrar aquela melancolia bem no estilo Burton, mas ainda sim tem um toque Disney na história, se vocês me entendem.

3 – Detona Ralph. 

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Ralph é o vilão de um popular jogo de videogames que está completando 30 anos, o Conserta Félix Jr, onde Félix Jr tem que consertar o prédio que ele destrói. Só que apesar de seu bom trabalho na hora do jogo, Ralph não quer mais ser um vilão, já que em sua visão, apenas os mocinhos tem reconhecimento. E é com essa ideia na cabeça, que Ralph sai em busca de uma medalha que possa provar para os companheiros de jogo que ele também pode ser uma boa pessoa.

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Eu não conhecia exatamente a história do filme antes de assisti-lo, só sabia que Ralph era um vilão que não queria ser mais vilão. Achei a história bem original e diferente, além de mostrar um contraste incrivel de como eram os games antigamente e como são agora. Mas, gostei principalmente da história da Vanellope, que acaba se tornando uma peça enorme nessa busca do Ralph por se tornar um mocinho.

4 – Piratas Pirados. 

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O Capitão Pirata se orgulha de ser o mais terrível dos sete mares, mas na verdade não é bem assim. Trapalhão e azarado, ele nunca conseguiu ganhar seu sonhado prêmio de Pirata do Ano. Mais uma vez humilhado pelos outros piratas, o Capitão e seus tripulantes acabam se envolvendo com Charles Darwin na busca pelo ouro que finalmente pode lhe fazer o grande vencedor do ano.

Antes de assisti-lo tinha a impressão de que seria bem bobinho. E é. Mas, calma, o filme não é ruim! A história tem sim seus picos de humor e é possível ver um jeito meio moderno em plena era vitoriana. O filme é britanico, e o elenco tem algumas vozes bem conhecidas, como Hugh Grant, Martin Freeman e David Tennant.

5 – ParaNorman.

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Norman consegue ver e falar com espíritos, mas ninguém acredita. Cansado de ser tratado mal por todo, ele acaba se afastando. Mas, quando achava que as coisas estavam bem, seu tio lhe encabe a da missão de acabar com a maldição que assola a cidade há 300 anos.

Não curti muito o filme. Apesar dos zumbis e de alguns trechos engraçados, achei meio entendiante e clichê. Mas, mesmo assim ele foi bom o bastante para concorrer ao Oscar, então quem sou eu para falar alguma coisa, né?

O que acharam dos concorrentes, gente? Quem acham que ganha?

Bateu aquela sensação ruim de novo. Aquela frustração, acho que essa é a palavra certa. Bom, estava me sentindo meio mal e acabei montando essa playlist para me acalmar um pouco…

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Tirei um poster da parede hoje, coloquei uma bolsa em seu lugar. Guardei meus tênis, agora uso sapatilhas. A fatura do cartão de crédito chegou. Já perdi a conta de quantas entrevistas de emprego fiz. Também fiz minha inscrição no vestibular, de novo. Há quanto tempo terminei a escola?  Rosa e floral não são mais tão impensáveis hoje em dia. Eu gosto de moda.

Não sei exatamente como explicar isso. Só sei que parece que foi em um piscar de olhos que tudo mudou. Parece que a menina esquisita que pintava os tênis brancos de amarelo e usava um colar de rolha trocou de pele e hoje já faz uma lista do que comprar.  Ela pensa em sua casa, morando sozinha em uma cidade antiga e movimentada. Londres, Nova York, Edimburgo! Até Paris, quem sabe?

Ela aprendeu a se relacionar e a se entender melhor. Aprendeu a usar maquiagem. Só não aprendeu a andar de salto alto. As musicas em seu Ipod são pesadas, como sempre foram, mas você percebe que são mais maduras.

Maduras. A menina cresceu. Eu cresci.

É tão assustador e emocionante não ter mais hora para voltar para casa. Poder comprar bebidas sozinha. Poder fazer tantas coisas que nem sei por onde começar.

Mas, é solitário também. Cada um passa por isso de um jeito. Alguns só vão se dar conta quando fizerem quarenta anos e estiverem casados e com três filhos. Outros quando começarem a morar sozinhos. Outros quando a primeira conta em seu nome chegar. Alguns ja perceberam. Alguns já imaginavam que seria assim.

Não sei exatamente se esse era o jeito que imaginava, mas não é tão ruim assim crescer.

É claro que as responsabilidade aumentam, isso a gente já sabe de cor e salteado. É claro que a pressão também aumenta, porque se você tem vinte anos, mora com sua mãe e depende dela para tudo, o resto da família vai te olhar de cara feia.

Mas, é agora que nos acostumamos com o que antes eram nossas primeiras experiencias: o primeiro beijo, a primeira transa, o primeiro porre, a balada. Essa é a época em que nos acostumamos, que aproveitamos. Que nos libertamos.

Tudo é incrivel. Tudo é assustador.  Tudo é frustrante. Tudo é apaixonante.

Suponho que crescer é assim mesmo. Por isso é tão assustador, porque agora nos mostramos ao mundo quem realmente somos, quem nós passamos a adolescência toda tentando entender. Agora, não é mais hora de perguntar, agora é hora de agir.

Talvez não haja muito mais a ser dito. Apenas nos resta o objetivo de fazer com que tudo isso valha a pena. Que tudo isso nos faça chegar aos quarenta com a certeza de que não foi um tempo em vão.

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E vem mais uma vez aquela sensação de falha. Aquela sensação, ou melhor, certeza de que você ficou para trás. Todo mundo, está seguindo em frente, menos você.

Sempre a menos sortuda, sempre a segunda, sempre a que está errada, sempre a que tirou a menor nota. Você nunca é melhor em nada. Ninguém nunca te notou por seus talentos. Você tem talento?

É como se você tivesse pisado em chiclete e tivesse que caminhar arrastando o pé para poder tirá-lo enquanto todos olham e riem de você.  E eu odeio me sentir assim. Odeio sentir que sou o fracasso do grupo. Aquela a que todos olham esperando por algo novo, mas você não tem nada para contar enquanto todos estão com seus namorados ou namoradas, todos estão entrando para a faculdade, tirando boas notas, sendo os melhores e você nunca é.

Parece que não tem um lugar para se destacar, porque já existem melhores do que você. E você só mais uma. E eu não quero ser só mais uma. Não quero ser mais uma pessoa andando na rua. Só que eu não sei mais o que fazer.

Porque eu não sou boa em mais nada além disso e sinto que até isso está sendo tomado de mim. Porque eu não sou boa o bastante.

Não sei o que me deu hoje, acho que foi o fato de ter acordado cedo. Odeio fazer isso no domingo, porque como não tenho nada para fazer, fico muito entediada. Acabou me dando a louca e arrumei todo o meu quarto! Organizei meus livros, cds e dvds. Arrumei um cantinho decente para escrever e tirou o pó de tudo.

Para me animar um pouco, montei essa playlist:


Luana Bastos, paulistana de 19 anos que ama escrever. Viciada em Internet, livros e séries, sempre dá um jeito de assistir a mais um episódio de Doctor Who, mesmo que já tenha assistido tantas vezes que já decorou as falas.

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Luana Bastos

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